«Le sens caché des noms propres»


Autor Teyssier, Paul

Título Le sens caché des noms propres

Título revista/libro Sigila. Revue transdisciplinaire franco-portugaise sur le secret = Noms cachés / Nomes ocultos

Año 1999

Volumen 4

Páginas 83-96


Resumen
Costuma dizer-se que os nomes próprios se opõem aos nomes comuns na medida em que, contrariamente aos segundos, os primeiros não são portadores de significação. Acontece, porém, que a fronteira entre as duas categorias se esbate muitas vezes. Os nomes próprios tornam-se então numa espécie de nomes comuns. Este uso ambíguo foi particularmente apreciado por escritores portugueses e espanhóis do século XVI. Os nomes de personagens têm assim frequentemente um sentido na obra de Gil Vicente. Joane designa sempre um rapaz ingénuo. Diversas mulheres pouco recomendáveis (feiticeiras, proxenetas) chamam-se, por antifrase, Branca ou Diaz. O nome de Mofina Mendes, que desempenha na obra de Gil Vicente um papel análogo ao de Perrette em La Fontaine, pode também ele ser decifrado: é a infelicidade (mofina) personificada (Mendez), figura da humanidade antes da Redenção. Podemos, contudo, a partir do estudo de outros textos, de um vilancete de Camões de sentido aparentemente misterioso, (o que começa pelo verso «Com vossos olhos Gonçalves...»), chegar a descobertas mais notáveis ainda. Um grande número de nomes de pessoas são assim, na realidade, autênticos nomes comuns ou mesmo adjectivos. Assim se desvenda claramente toda uma faceta, até agora bastante obscura, da antiga poesia

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