«A livraria de D. Teodósio (1510?-1563?), duque de Bragança. A sua dimensão numa perspectiva comparada»


Autor Buescu, Ana Isabel

Título A livraria de D. Teodósio (1510?-1563?), duque de Bragança. A sua dimensão numa perspectiva comparada

Título revista/libro Ler História

Año 2013

Volumen 65

Páginas 59-73


Resumen
A partir do inventário dos bens do 5º duque de Bragança (que se destacou pela sua ação mecenática e interesses culturais), são feitas comparações para identificar verdadeira dimensão relativa da biblioteca deste nobre português. No contexto geral do inventário a presença dos livros é muito significativa em quantidade (1600 livros num rol de cerca de 6.000 itens) sendo que o valor que lhes é atribuído no inventário é muito menos significativo (valor cultural / imaterial preterido pelos critérios aplicados ao inventário post mortem). Em termos comparativos, trata-se da maior biblioteca portuguesa privada do séc. XVI (D. João I tinha cerca de 20 livros, D. Duarte tinha pouco mais de 80, o seu irmão D. Fernando tinha 44 códices, D. Pedro tinha 96 títulos, D. Manuel tinha cerca de 100 livros, o bispo do Porto, D Vasco Martins, tinha cerca de 25 livros, a biblioteca de Alcobaça, a maior do país, teria cerca de 500 códices e Santa Cruz tinha algumas centenas…). Em termos europeu, a biblioteca de D. Teodósio era também muito significativa quando comparada com outras bibliotecas de reis e grandes aristocratas peninsulares e europeus (o rei Richard II de Inglaterra teria menos de 20 livros, o duque de Gloucester, que teria a maior biblioteca de Inglaterra, não ia além dos 120, a biblioteca do duque de Berry, apesar de riquíssima, só teria cerca de 150 volumes, a de Afonso V de Aragão, considerada excecional, tinha cerca de mil volumes, o que também era a dimensão da livraria régia de Carlos V)

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