«A coloração hagiográfica - entre a luz e a escuridão»
Autor Machado, Ana Maria
Título A coloração hagiográfica - entre a luz e a escuridão
Otros autores I. de Barros Dias - C. F. Clamote Carreto
Título revista/libro Cores. Actas do VII Colóquio da Secção Portuguesa da Associação Hispânica de Literatura Medieval
Ciudad Lisboa
Editorial Universidade Aberta
Año 2010
Páginas 57-68
Resumen
Estudo de um Flos Sanctorum que traduz boa parte da compilação hagiográfica coligida por Valério Bierzo (623/25 – 695) e que se encontra transcrito num ms. trecentista hoje na Biblioteca Central da Universidade de Brasília. Da tradução portuguesa constam, entre outras, a História dos Padres do Egipto, as vidas de S. Frutuoso, de Sta Pelágia, de Tarsis, de São Simão, dos Padres de Mérida, de Santo Emiliano, as Visões de Máximo, de Baldário e de Bonelo. Apesar da oferta cromática não ser substancial, destaca os seguintes elementos significativos: 1) As cores do Paraíso e do seu oposto, nas Visões de Valério de Bierzo, 2) As cores da alma, em dois apotegmas dos padres do deserto e 3) A transposição cromática do sujeito para um representante alegórico, numa vida de santo (Vida de Santa Pelágia). Nota-se a dominância de um universo a preto e branco, pontualmente animado pela conotação pecaminosa do vermelho, ou pelo brilho ou pelo cromatismo de alguma descrição do paraíso. Conclui-se que neste Flos Sanctorum, a percepção cromática está mais intimamente associada à interpretação teológica e ética do que a uma possível dimensão estética
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